Culpa e Perdão – Crianças até 4 anos precisam de “pistas” para identificar arrependimento do transgressor


por Eduardo de Rezende

Relações amigáveis e cooperativas são muito importantes para conquista de objetivos individuais ou coletivos, e nós humanos, dentro de nosso grupo social, confiamos muito em nossos relacionamentos cooperativos para nossa sobrevivência e bem-estar. Assim, quando alguma transgressão ocorre e prejudica nossos relacionamentos, é muito importante que a gente conserte essas relações para continuarmos nos beneficiando da vida em grupo e da cooperação.

Mas, como consertamos nossas relações rompidas?

Atividade infantil para as crianças aprenderem a perdoar; perdão, culpa, arrependimento, remorso, educação infantil

Pesquisadores identificam os sintomas centrais dentro da “rede de sintomas” da depressão em adolescentes


por Eduardo de Rezende

A depressão na adolescência está associada à baixa qualidade de vida, dificuldade escolar, isolamento social e risco de suicídio. Assim, o entendimento da experiência depressiva na adolescência e a identificação e tratamento da doença é de crucial importância para saúde e desempenho satisfatório nas diversas esferas da vida desses jovens.

Entretanto, uma das dificuldades para entender a depressão na adolescência é a heterogeneidade de sintomas, e, na avaliação diagnóstica de um quadro depressivo, depender exclusivamente da soma ou pontuação média que dá igual peso a todos os sintomas apresentados pode ser enganador quando se tenta determinar a gravidade da depressão no público jovem.

As abordagens tradicionais para o estudo da psicopatologia supõem implicitamente que os sintomas das doenças mentais sejam “manifestações” de uma doença subjacente (da mesma forma que as feridas na pele, febre e dor de cabeça são manifestações do vírus da varíola). Mas, numa abordagem integrada em rede da psicopatologia, os transtornos são conceituados como “redes de sintomas” que interagem mutuamente: os sintomas não são o resultado manifesto de uma doença subjacente; os sintomas e a associação entre os sintomas são a doença em si. A depressão é, dessa forma, entendida como a ocorrência simultânea de sintomas que tendem a reforçar uns aos outros.

Modelo tradicional de psicopatologia sintomas como manifestação de uma doença e modelo em rede onde a doença são os próprios sintomas

Estresse Tóxico na Infância: intervenções psicossociais reduz respostas inflamatórias e outras doenças


por Eduardo de Rezende

Estresse tóxico na infância pode ter efeitos adversos na saúde adulto


Estresse tóxico é o termo que usamos para nos referirmos a "experiências adversas" na infância, que inclui: abusos, negligência, exposição à violência doméstica, abuso de substâncias ou o convívio com pessoas com doença mental.

Há décadas, pesquisas em saúde mental têm observado uma forte relação entre o número de experiências adversas que um indivíduo vivencia durante a infância e, posteriormente, os problemas de saúde manifestados quando adulto. Mas foi só recentemente que o conhecimento do potencial impacto futuro nos serviços de saúde fez com que o tema fosse colocado na pauta do debate político para construção de estratégias e políticas públicas de saúde.

A virtude da paciência genuína: crianças podem “tolerar a espera” mesmo sem recompensa?

por Eduardo de Rezende

Uma forte aversão ao tédio tem se destacado como uma das características marcantes da infância contemporânea. Nas inúmeras situações diárias onde a habilidade de ter paciência é demandada (a fila do mercado, a sala de espera do dentista, a demora do ônibus ou o tempo aguardando a hora de comer o bolo) enxergamos nas crianças a penosa tarefa de tolerar o angustiante vazio daquilo que foge do imediato.

Atenção e Flexibilidade Cognitiva: Nem todo “erro por distração” é o mesmo

por Eduardo de Rezende

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Quando uma criança, mesmo tendo as condições necessárias para resolver determinado problema, acaba falhando porque deixou de se atentar para alguma informação importante naquela tarefa, dizemos que ela cometeu um erro por distração.

Erros por distração são diferentes de erros persistentes. Erros persistentes ocorrem quando a criança não construiu o conhecimento necessário para resolver aquele problema e repetidamente falha ao tentar resolvê-lo. Erros por distração ocorrem quando a criança deixa de se atentar para informações relevantes ou não as considera dentro do planejamento de resolução de uma tarefa e, apesar de ter condições para resolvê-la, acaba falhando ocasionalmente.

Mas, por que as crianças cometem erros por distração?