Desenhos perturbadores revelam experiências de crianças migrantes sob custódia nos EUA



A equipe de saúde do centro de apoio humanitário do Texas nos Estados Unidos compartilhou recentemente imagens com desenhos feitos por crianças migrantes que foram recentemente separadas de seus pais enquanto estavam sob custódia da alfândega e proteção de fronteiras dos EUA.
  
Um pediatra que cuida de crianças migrantes em um hospital próximo disse que a triagem de crianças sob a custódia é "absolutamente e inequivocamente inadequada". O governo americano parece ignorar recomendações de associações de médicos e assistentes sociais para o tratamento humanitário e saudável das crianças.

Segundo estudos em psicologia com populações de imigrantes, esse tipo de evento estressor nessa idade afeta um momento crítico para o desenvolvimento social, emocional e até cognitivo, podendo acarretar graves prejuízos para essas crianças.


Os desenhos mostram pessoas atrás das grades e em gaiolas. Segundo membro da equipe, “o fato de os desenhos serem tão realistas e horríveis nos dá uma visão do que essas crianças experimentaram; quando uma criança desenha isso, está nos dizendo que a criança se sentia como se estivesse presa".




Para saber mais:

Dreby, J. (2015). U.S. mmigration policy and family separation: The consequences for children’s well-being. Social Science & Medicine, 132, 245–251. doi:10.1016/j.socscimed.2014.08.041

Rubio-Hernandez, S. P., & Ayón, C. (2016). Pobrecitos los Niños: The emotional impact of anti-immigration policies on Latino children. Children and Youth Services Review, 60, 20–26.

Roche, K. M., Vaquera, E., White, R. M. B., & Rivera, M. I. (2018). Impacts of Immigration Actions and News and the Psychological Distress of U.S. Latino Parents Raising Adolescents. Journal of Adolescent Health, 62(5), 525–531.

Wray-Lake, L., Wells, R., Alvis, L., Delgado, S., Syvertsen, A. K., & Metzger, A. (2018). Being a Latinx adolescent under a trump presidency: Analysis of Latinx youth’s reactions to immigration politics. Children and Youth Services Review, 87, 192–204.


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