ABPMC lança cartilha gratuita com guia de ajuda para profissionais e pais de autistas


A Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC) lançou recentemente a cartilha Ele é autista: como posso ajudar na intervenção? A cartilha é um guia para profissionais e pais com crianças autistas sob intervenção analítico-comportamental.

Escrito pelos psicólogos Marilu Borba e Romariz Barros, doutores especialistas no assunto, o texto tem como objetivo apresentar a Análise do Comportamento Aplicada (ABA, em inglês) de forma acessível e didática, tendo como público alvo pais, professores e profissionais da saúde que atendam crianças com Transtorno do Espectro Autista.

Culpa e Perdão – Crianças até 4 anos precisam de “pistas” para identificar arrependimento do transgressor


por Eduardo de Rezende

Relações amigáveis e cooperativas são muito importantes para conquista de objetivos individuais ou coletivos, e nós humanos, dentro de nosso grupo social, confiamos muito em nossos relacionamentos cooperativos para nossa sobrevivência e bem-estar. Assim, quando alguma transgressão ocorre e prejudica nossos relacionamentos, é muito importante que a gente conserte essas relações para continuarmos nos beneficiando da vida em grupo e da cooperação.

Mas, como consertamos nossas relações rompidas?

Atividade infantil para as crianças aprenderem a perdoar; perdão, culpa, arrependimento, remorso, educação infantil

Pesquisadores identificam os sintomas centrais dentro da “rede de sintomas” da depressão em adolescentes


por Eduardo de Rezende

A depressão na adolescência está associada à baixa qualidade de vida, dificuldade escolar, isolamento social e risco de suicídio. Assim, o entendimento da experiência depressiva na adolescência e a identificação e tratamento da doença é de crucial importância para saúde e desempenho satisfatório nas diversas esferas da vida desses jovens.

Entretanto, uma das dificuldades para entender a depressão na adolescência é a heterogeneidade de sintomas, e, na avaliação diagnóstica de um quadro depressivo, depender exclusivamente da soma ou pontuação média que dá igual peso a todos os sintomas apresentados pode ser enganador quando se tenta determinar a gravidade da depressão no público jovem.

As abordagens tradicionais para o estudo da psicopatologia supõem implicitamente que os sintomas das doenças mentais sejam “manifestações” de uma doença subjacente (da mesma forma que as feridas na pele, febre e dor de cabeça são manifestações do vírus da varíola). Mas, numa abordagem integrada em rede da psicopatologia, os transtornos são conceituados como “redes de sintomas” que interagem mutuamente: os sintomas não são o resultado manifesto de uma doença subjacente; os sintomas e a associação entre os sintomas são a doença em si. A depressão é, dessa forma, entendida como a ocorrência simultânea de sintomas que tendem a reforçar uns aos outros.

Modelo tradicional de psicopatologia sintomas como manifestação de uma doença e modelo em rede onde a doença são os próprios sintomas

Estresse Tóxico na Infância: intervenções psicossociais reduz respostas inflamatórias e outras doenças


por Eduardo de Rezende

Estresse tóxico na infância pode ter efeitos adversos na saúde adulto


Estresse tóxico é o termo que usamos para nos referirmos a "experiências adversas" na infância, que inclui: abusos, negligência, exposição à violência doméstica, abuso de substâncias ou o convívio com pessoas com doença mental.

Há décadas, pesquisas em saúde mental têm observado uma forte relação entre o número de experiências adversas que um indivíduo vivencia durante a infância e, posteriormente, os problemas de saúde manifestados quando adulto. Mas foi só recentemente que o conhecimento do potencial impacto futuro nos serviços de saúde fez com que o tema fosse colocado na pauta do debate político para construção de estratégias e políticas públicas de saúde.

A virtude da paciência genuína: crianças podem “tolerar a espera” mesmo sem recompensa?

por Eduardo de Rezende

Uma forte aversão ao tédio tem se destacado como uma das características marcantes da infância contemporânea. Nas inúmeras situações diárias onde a habilidade de ter paciência é demandada (a fila do mercado, a sala de espera do dentista, a demora do ônibus ou o tempo aguardando a hora de comer o bolo) enxergamos nas crianças a penosa tarefa de tolerar o angustiante vazio daquilo que foge do imediato.