Eduard Raehlmann – seria o oftalmologista alemão o primeiro behaviorista do século XIX?

Eduard Raehlmann médico alemão experimento comportamento cores

No final do século XIX, a maioria dos cientistas acreditavam que as crianças só conseguiam enxergar cores perfeitamente a partir dos 4 anos de idade. O problema com essa teoria, apontava o oftalmologista alemão Eduard Raehlmann, era que ela se baseava apenas no relato verbal das crianças.

Ou seja, segundo Raehlmann, não era que elas eram incapazes de ver cores antes dos 4 anos, a questão era que crianças muito pequenas tinham dificuldade em associar cores às respostas verbais corretas.

Crianças dependentes e apegadas a professora costumam ter dificuldades de relacionamento com a mãe

Menina apegada na professora

Crianças pré-escolares que tem relacionamento mais dependente e apegado com professores costumam ter dificuldades de relacionamento com a mãe

A conclusão é de um estudo publicado em abril deste ano, que mostrou que crianças pequenas com relações de apego mais seguras com a mãe dificilmente mostram relações de dependência com professores, já aquelas que são muito apegadas (“pegajosas”) e dependentes de seus professores frequentemente apresentam dificuldade de relacionamento com a mãe em casa. Além disso, os pesquisadores descobriram que, mais tarde no ensino fundamental, essas mesmas crianças estão mais propensas a ficar ansiosas, retraídas e muito tímidas.

Bronca de professor não melhora comportamento dos alunos em sala de aula

Professora sentada em sala de aula brava repreendendo aluno

Repreender maus comportamentos dos alunos com broncas não é uma estratégia efetiva a longo prazo. A conclusão é de um estudo publicado no mês passado na revista científica Journal of Positive Behavior Interventions. Embora a bronca cesse o mau comportamento momentaneamente, o estudo mostrou que repreensões dos professores parecem não reduzir comportamentos-problema ou aumentar o engajamento positivo de alunos ao longo do tempo.

Homens da Caverna tinham mais TDAH do que humanos de hoje

Família de homens da caverna neandertais no período paliolítico tinham mais tdah

Frequência de genes associados com o TDAH vem diminuindo na linhagem evolutiva da espécie humana, sugere estudo publicado este ano.

Segundo hipóteses recentes, as características do TDAH que hoje parecem problemáticas, eram na verdade adaptativas no ambiente paleolítico, quando os homens eram nômades caçadores-coletores.

A resposta impulsiva, por exemplo, trazia vantagens para reagir a perigos do ambiente; a dificuldade no autocontrole facilitava o comportamento agressivo nos campos de batalha contra os inimigos; a hiperatividade favorecia a exploração do ambiente, e a “falta de foco” (ou desatenção) na verdade era uma maneira de rapidamente fazer uma varredura em todo ambiente, ao invés de focar em apenas uma parte, para detectar qualquer mudança ao seu redor que podia indicar perigo ou ganhos.



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Referência:

Esteller-Cucala et al. (2020). Genomic analysis of the natural history of attention-deficit/hyperactivity disorder using Neanderthal and ancient Homo sapiens samples. Scientific Reports, publicação online.

Professores devem se preocupar mais em elogiar e menos em repreender, sugere estudo

Professora elogiando aluna pelo bom comportamento

Estudo publicado recentemente na revista científica Educational Psychology sugere que para melhorar o comportamento em sala de aula, os professores devem se concentrar mais em elogiar as crianças pelos bons comportamentos, ao invés de repreendê-los pelas perturbações em sala de aula.