Rejeição social afeta raciocínio e diminui desempenho em tarefas de inteligência | Psicologia e Educação

Menina na escola rejeitada socialmente afeta raciocínio e diminui desempenho em tarefas de inteligência


Quando uma pessoa se sente socialmente rejeitada — por exemplo, quando recebe avaliações sociais negativas ou excluída de um grupo social— sua capacidade de realizar trabalhos intelectuais é afetada.

O psicólogo social Roy Baumeister investigou esse efeito em pesquisas e mostrou que logo após a pessoa ser "emocionalmente machucada" por um comentário, por se sentir não amada ou ameaçada de ser excluída do grupo, ela fica "mais burra": não consegue se concentrar, tem menos destreza para realizar a tarefa e fica menos motivada a persistir, e, consequentemente, não consegue tomar boas decisões.

Isso vale também para crianças e jovens em ambiente escolar. Quando se sentem socialmente ameaçados de exclusão por seus pares ou quando recebem uma avaliação negativa por parte dos professores (ainda que o professor tenha se esforçado em ser gentil em seu comentário, o estudante interpreta que seu valor social foi rebaixado) seu desempenho em tarefas intelectuais cai drasticamente. É como se ele estivesse "machucado" e não conseguisse mais se concentrar.

Conflitos em relações sociais fora do espaço escolar também podem afetar o desempenho do estudantes em tarefas intelectuais. É como se a “dor social” o distraísse mentalmente: “você está machucado, não faça essa tarefa de matemática, vá reparar suas relações sociais”.


Para saber mais:

BAUMEISTER, TWENGE e NUSS (2002). Effects of social exclusion on cognitive processes: Anticipated aloneness reduces intelligent thought. Journal of Personality and Social Psychology, 83(4), 817–827.



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